Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
O filme “O jogo da imitação” retrata a vida de um matemático, o qual, apesar de salvar muitas vidas durante a Segunda Guerra Mundial, foi vítima de preconceito por ser homossexual e foi submetido à atrocidades, como o castramento químico. Certo dia, devido à pressão e a discriminação sofrida, ele não aguentou e cometeu suicídio. Analogamente, no Brasil, infelizmente, muitas pessoas passam por situações semelhantes, visto que ainda prevalece o preconceito em detrimento do caráter e do sentimento dos indivíduos.
Isso porque, como disse o cientista Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, pois esse está enraizado na sociedade a partir de ideologias e valores religiosos. Consequentemente, a população LGBT é impedida de exercer livremente sua cidadania e de viver com segurança, sendo tratada, muitas vezes, como doente ou até mesmo como seres abomináveis, resultando, segundo o IBGE, na morte de um homossexual a cada 25 horas. Devido a isso muitos ficam com medo de se assumir, vivendo, portanto, uma vida de mentiras, precisando abrir mão da felicidade para ficar seguro.
Além disso, segundo Hannah Arendt em seu conceito “A Banalidade do Mal”, o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro, pois isso o torna algo considerado normal, sendo aceito sem questionamentos. O que pode ser observado em piadas e em apelidos pejorativos, como “viadinho” e “sapatão”, os quais são usados em diversas ocasiões, ofendendo as pessoas com orientações sexuais diferentes e indiretamente afirmando que elas não são normais. Com isso, a homofobia se intensifica, causando, portanto, mais danos para esses indivíduos, os quais são violentados, segregados e discriminados em diversas esferas da sociedade, como nos empregos, uma vez que muitos empregadores não contratam esses indivíduos para não arriscar manchar a aparência da empresa, o que é, simplesmente, outra forma de dizer que é por prejulgamento. Dessa forma, enquanto, na sociedade, a Banalidade do Mal for a regra, a cultura de paz e de igualdade serão exceções.
Percebe-se, pois, que a homofobia afeta muitas pessoas, devido a isso é preciso o uso do senso de coletividade para minimizar esse problema. Portanto, o governo, por meio do Ministério da Educação, deveria criar projetos, como aulas, filmes e trabalhos dinâmicos, para serem aplicados, não só para os estudantes, mas também para seus familiares, a fim de mostrar a importância do respeito ao próximo, independente da sua orientação sexual, além de desmistificar a atribuição de “doentes” e “anormais” para os homossexuais, mostrando que eles são cidadãos normais e com direitos. Assim, poderíamos educar e estimular a empatia, evitando que mais pessoas passem por situações como a do filme.