Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 08/12/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da homofobia no Brasil, visto que a violência contra homossexuais no cenário brasileiro atual, ainda é muito presente. Dessa forma, em razão da  mentalidade sociocultural e do déficit de medidas governamentais, emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.

Em primeira análise, é lícito postular que as relações são um bem de valor social, as quais são responsáveis por modular a visão antropológica pessoal e influenciar os processos de decisão humana. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da homofobia no Brasil, é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência e adotar esse comportamento também, o que torna sua resolução mais complexa.

Além disso, a insuficiência de medidas governamentais é uma barreira no que diz respeito a questão da homofobia no Brasil. Nesse sentido, a falha legislação de crimes homofóbicos, torna banal e frequente agressões e ofensas a homossexuais. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir aos cidadãos direitos indispensáveis, como a segurança, o que infelizmente é evidente no país.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é fundamental que as prefeituras das cidades brasileiras promovam palestras e oficinas culturais com relatos das vítimas de crimes homofóbicos, e com a presença de especialistas da área de segurança e direito. Tais eventos, podem ocorrer em escolas no período extraclasse ou em locais abertos ao público, a fim de que a população possa compreender a importância de respeitar a orientação sexual das pessoas e se tornem cidadãos atuantes na busca de resoluções.