Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 08/12/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas deveriam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da homofobia contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, o grupo de indivíduos que sofrem do mesmo são totalmente excluídos. Desse modo, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar esse cenário, que possui como causas: falta de responsabilidade governamental e silenciamento.
Primeiramente, a falta de responsabilidade do governo é um problema latente que impede a resolução da temática. Conforme a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito pleno. No entanto, em relação a homofobia em questão, essa Constituição se faz falha, visto que os indivíduos que sofrem desta mazela não têm direito algum e muita das vezes passam dificuldades para inserir-se no mercadejo trabalhista. Dessa forma, é essencial a punição a quem discrimina essa parcela da população e também que haja maior rigor no cumprimento dos direitos.
Em segundo plano, o silenciamento é outra causa para a homofobia ainda perdurar no Brasil. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição ao dizer que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Contudo, essa questão, infelizmente, é silenciada, já que não é discutida pela sociedade e poucas pessoas sabem exatamente da quantidade de cidadãos que são mortos todos os anos por discriminação. Assim, é de suma importância trazer à pauta a questão homofóbica e discuti-la amplamente, para que esse assunto deixe de ser um paradigma.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o governo deve criar uma política igualitária sancionando a lei onde é crime a prática da homofobia, por meio do poder legislativo. É importante também, que tal ação conte com canais televisivos — como Globo e SBT — para a divulgação da temática, a fim de que todos os cidadãos possam adquirir conhecimento sobre e ficar por dentro do possível sancionamento dessa lei. Dessa maneira, poderá se consolidar um Brasil melhor.