Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

A série “Bridgerton” - um romance de época produzido pela Netflix - relata a história de um ator coadjuvante que estar em um romance secreto com uma pessoa do mesmo sexo. Ao longo da trama, a narrativa revela que esse romance é impossível por medo que os envolvidos têm que a sociedade não os aceitem. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada na série pode ser relacionada à que estamos vivendo no século XXI, com a grande ocorrência de casos de homofobia no Brasil.

É lícito referenciar o filósofo Durckeim, que diz que o fato social é uma maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento é possível perceber que o preconceito histórico rompe essa harmonia, haja visto que mesmos transformações sutis podem mudar nosso comportamento. Nesse sentido, percebe-se que que inúmeras denominações foram usadas para identificar a homossexualidade, referindo caráter preconceituoso da sociedade, utilizando termos como: pecador moral, perversão sexual e aberração.

Ademais, a educação é o fator principal para o desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. No entanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos atos de violência contra os homossexuais. Segundo levantamentos feitos pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada 25 horas, pelo menos uma pessoa com essas orientações sexuais é assassinada no país. Diante dos fatos expostos, podemos entender a complexidade do fenômeno da homofobia que compreende desde as conhecidas “piadas” para ridicularizar até ações como violência e assassinato.

Fica evidente, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que as escolas, por meio de ações educacionais, promovam uma educação voltada ao respeito, valorização da diversidade, e sobretudo, combate a violência dentro e fora do ambiente escolar a fim de amenizar ou até extinguir essa violação ao direito fundamental de cada um possuir sua opção sexual. Dessa forma, tornará verdadeira as afirmações do pedagogo Paulo Freire, onde diz que a educação muda as pessoas, e essas mudam o mundo.