Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/01/2021
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Em pleno século XXI, todavia, o país apresenta uma faceta contraditória do ideal devido a homofobia em questão na sociedade brasileira. Desse modo, pode-se citar a aceitação social e o descuido do poder público como causadores da problemática.
Em síntese, é legítimo postular que a aceitação social intensifica o problema. Nesse sentido, o conceito de banalidade do mal, desenvolvido pela socióloga Hannah Arendt, diz que o preconceito, quando muito comum, passa a ser considerado como algo aceitável. Dessa forma, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE), o preconceito contra pessoas homossexuais aumentou 75%, portanto, a homofobia presente na federação brasileira não causa supresa nos indivíduos que olham as notícias nos jornais e, consequentemente, impede que tal problema seja resolvido.
Ademais, outro fator é a negligência do poder público. Dessarte, pode-se citar o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que prevê a diminuição de casos homofóbicos, mas que, segundo uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo, continua a aumentar. Por consequência, fica evidente que o impacto dessa medida é insuficiente para acabar com o problema e representa um abandono diante da situação que retira a vida de milhares de homossexuais, em concordância com a Organização das Nações Unidas.
Sendo assim, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos crie campanhas de conscientização, por meio das redes socias, mostrando fotos e vídeos de pessoas homossexuais que sofreram violência e discriminação, fazendo com que a população mude as suas atitudes diante dessa situação. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país sem defeitos, da mesma maneira que disse Lima Barreto.