Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/03/2021
O filme “O jogo da imitação” conta a história de Alan Turing, um mate-mático conhecido por criar o primeiro computador da história. Contudo, apesar de suas contribuiçãos para a área tecnológica, o inglês por ser ho-mossexual foi vítima de preconceito e obrigado a tomar medicações para i-nibir os seus desejos sexuais. Além da ficção, analisa-se que pessoas co-mo ele, no Brasil, são alvos constantemente de discriminação, uma vez que existe uma banalização e uma fiscalização ineficaz para esse crime.
Diante desse contexto, observa-se que a homofobia faz parte do “habi-tus” brasileiro . Desse modo, de acordo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, define-se o conceito supracitado como sendo o espaço socialmente com-partilhado por todos, ou seja, os valores e costumes de uma sociedade. Dessa maneira, percebe-se no cotidiano do corpo social a utilização de termos que ultrajam a dignidade de gays, lésbicas, entre outros compo-nentes da comunidade LGBTQIA+, como “viado”, “sapatão”, “boiola”, “afeminado”, etc.
Outrossim, apesar do Supremo Tribunal Federal ter criminalizado esse preconceito, nota-se que ele na maioria das vezes é subnotificado. Nessa situação, segundo dados do Jornal Nacional, em 2020, apenas 16 estados possuíam informações referentes ao número de casos dessa discrimina-ção, sendo que todos juntos somam apenas 167 ocorrências. Logo, infere-se uma dicotomia entre a realidade e a quantidade de notificações, visto que consoante o Grupo Gay da Bahia (GGB), nos primeiros 100 dias desse ano, já ocorreram 102 homicídios de pessoas homossexuais.
Portanto, com o objetivo de eliminar a homofobia, é necessário que o Mi-nistério da Educação elabore campanhas afirmativas. Destarte, por meio de palestras em escolas, ministradas por ativitas LGBTQIA+ e lin-guístas, será possível erradicar esse mal social. Ademais, o Ministério da Justiça, deve criar mecanismos de combate a esse crime, por intermédio da construção de delegacias especializadas e produção de anúncios que incentivem a denúncia. Assim, terá-se um mundo plural que respeite as diferenças.