Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 31/03/2021

Segundo o conceito de entropia, oriundo da física, quaisquer sistemas tendem a desordem. Contudo, fora das ciências, em relação a homofobia no país, vê - se que o legado histórico e a discriminação no que tange a esta questão são problemas de natureza entrópica, em razão de serem obstáculos a temática discutida. Sendo assim, é preciso analisar as causas e consequências destas mazelas.

Em primeira análise, o antropólogo Claude Levi Strauss diz que as ações coletivas só podem ser entendidas por meio do entendimento de eventos históricos. Sob essa ótica, compreende-se que a homofobia, apesar de muito presente na era moderna, apresenta origens remotas, por exemplo, na era medieval as inquisições católicas perseguiam os  homossexuais sem o menor escrúpulo por serem considerados heréticos e desumanos, o que dificulta em maior grau a resolução desta moléstia.

Em última análise,  o sociólogo Zygmund Bauman, no livro “Modernidade Líquida”, afirma que os valores morais na atualidade são desvalorizados e relativos, isto é, os diferentes preconceitos são uma marca da modernidade. Sob essa lógica, verifica-se que esta realidade se repete no Brasil, uma vez que essas minorias contemporaneamente, tal qual na Idade das Trevas, são vistos como seres humanos desprezíveis e inferiores - isto ocorre com grande frequência nas escolas brasileiras -, o que ocasiona uma série de abalos psicológicos a esses sujeitos, sendo para estes, em muitos casos, um sofrimento constante. Portanto, a partir do exposto, torna-se evidente que medidas urgentes são necessárias.

Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as mídias e escolas públicas brasileiras, refrear o lamentável cenário descrito, por meio da promoção de campanhas educativas nas escolas da nação - esta ação deve ser financiada pelo Ministério da Economia e amparada pelo sistema legislativo brasileiro -, a qual deve contar com palestras de sociólogos e psicólogos - esta iniciativa deve ser divulgada nas redes sociais e no Youtube dos canais midiáticos nacionais, como a Rede Globo -, com o propósito de instruirem e conscientizarem os jovens a demonstrar empatia e respeito incondicional com estas pessoas. Assim, poderear-se-á materializar-se uma sociedade mais empática, na qual o ensino dado pelo fundador do cristianismo, Jesus Cristo, seja atendido: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.