Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 12/04/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas ao comportamento egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da homofobia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da formação familiar e da falta de conhecimento.

Em primeira análise, a formação familiar mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática da homofobia apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por recursos externos, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha faça o tempo.

Outrossim, a falta de conhecimento ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a comunidade LGBT, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual, pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos de experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.