Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2021

A homossexualidade foi retirada da lista de doenças mentais da Organização Mundial da Sáude somente em 1990. Nesse contexto, passados mais de 20 anos do feito da OMS, ocorreram inúmeros avanços

na busca de igualdade por parte da população, no entanto, o preconceito, como a homofobia, ainda se encontra enraigado na sociedade.

De acordo com um relatório do Grupo Gay da Bahia, houve 141 homicídios de pessoas LGBT, entre janeiro e maio de 2019. Há diversos fatores que explicam o motivo de haver esse tipo de segregação. Nesse sentido, a cultura de um país é responsável por uma parcela, tendo em vista que os indivíduos também são moldados pelo ambiente ao seu redor. Segundo um estudo da Emmanuele A. Jannini, professora de Endocrinologia e Sexologia Médica na Universidade de Roma Tor Vergata, na Itália, presente na British Broadcasting Corporation, países com uma cultura mais conservadora ou permeada pela hipermasculinidade possuem maiores índices de  homofobia.

Ademais, segundo o mesmo estudo presente na BBC, os dogmas religiosos podem contribuir para essa segregação, mas não de forma generalizada, haja vista que por mais que o cristianismo veja a homossexualidade como pecado, líderes de igrejas mais moderados não endossam a homofobia. Nesse pensamento o porta voz da Igreja Cristã Russa, Vahtang Kipshidze, diz: “odiamos o pecado e não os pecadores”. Porém líderes mais radicais pensam diferente, o que expande o problema.

Dessa forma, medidas mostram-se necessárias. O Governo deve mostrar a população que todos têm suas opiniões, mas sempre deve haver respeito quando se vive em sociedade, por meio de propagandas e anúncios em redes sociais. Deve-se também promover a divulgação de arte, como filmes, que diminuam o prejulgamento  de uma forma geral, através da Catarse de Aristóteles, que aumenta a empatia, quando uma pessoa é vista passando por uma situação desagradável “de perto”, para que assim, uma sociedade mais justa e respeitosa se torne realidade.