Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/06/2021
O filme “Tomboy” conta a história de Laurie, uma menina deprimida que apresenta problemas para se socializar com outras garotas de sua idade e que se identifica com o gênero masculino, mostrando a dolorosa trajetória em se descobrir um menino transexual. Atualmente, assim como na trama, ser você mesmo é um desafio, principalmente no Brasil, país formado por uma sociedade marcada pela falsa empatia e consumida pelo ódio. Partindo desse contexto, nota-se que a principal causa da utopia de ser quem se é na sociedade brasileira é a falta de respeito representada por violências, gerando uma vida difícil e conturbada àqueles que são diferentes.
Em uma primeira análise, se há algo que deveria ser, mas não é nada simples na existência humana é a arte de conviver em meio às diferenças. Os crimes motivados pela homolesbotransfobia são numerosos. Isso acontece porque as pessoas querem opinar em algo que não diz respeito a elas. O olhar para aquele que se encontrou em outro corpo ou se atrai por um gênero diferente do imposto socialmente, é de desprezo, são tratados como anormais e violentados de forma física, verbal e psicológica. Prova disso é uma pesquisa publicada em 2019 no site da UOL, mostrando que de acordo com o relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o Brasil registra uma morte por homofobia a cada 16 horas. A maioria desses delitos colocam a fé como desculpa.
Paralelo a isso, é importante destacar que toda causa gera uma consequência. Com todo esse preconceito e violência, viver em uma sociedade que discrimina seu jeito é fatigante. A comunidade LGBTQIA+ enfrenta problemas como a falta de oportunidades de emprego, saúde mental abalada por aqueles intolerantes que acabam “ceifando” vidas e destruindo sonhos, sofrem pressão psicológica e acabam cometendo suicídio. Ainda, a população trans é oprimida em relação à acessos aos banheiros, vestiários e nome social, entre outros fatores. Isso leva à importância de, além de respeitar, incluir. O filósofo Habermas cita: “Incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro”. Sendo assim, é de suma importância aprender com as diferenças.
Em vista dos fatos apresentados, medidas devem ser tomadas para mudar essa triste realidade. O Poder Executivo deve garantir a prática correta das leis que punem a homofobia e as tirem do papel, dando às vítimas confiança para denunciar casos de violência e honrar aqueles que morreram em decorrência do preconceito. Outrossim a mídia deve incentivar a inclusão de profissionais da comunidade LGBTQIA+ no mercado de trabalho, por meio de campanhas e vídeos apelativos, a fim de trazer uma maior representatividade e favorecendo a construção de uma sociedade mais segura para aqueles que não estão no padrão “hétero e cis”.