Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 07/06/2021

Na Grécia Clássica, a era grega, especialmente em Atenas, um homem sexual, ou seja, como relações não eram pautadas por hábitos homo ou heterossexuais, termo este que surgiu a partir do século XX, mas sim pelo prazer sexual. Era habitual que um homem mais velho guiasse um rapaz pelo caminho do desenvolvimento político, do debate filosófico e da iniciação sexual. Presentemente, a relação entre as pessoas do mesmo sexo é vista com maus olhos por elevação da sociedade, principalmente no Brasil por ser um grande adepto do cristianismo. Dessa forma, a esperança da liberdade de ser quem se é no país, torna-se uma realidade distante e utópica.

Percebe-se, inicialmente, que, por ser um país mantido na educação de catequese pelos jesuítas por mais de 200 anos, a intolerância sobre alguns temas condenados pela Igreja Católica, é uma condição sintomática. Na tradição Cristã, Jesus aguarda prostitutas e cobradores de impostos, afirmando que os moralistas, os doutores e os fariseus eram a escória da humanidade, e, que no reino de Deus, as prostitutas dos precederiam. Assim, de maneira semelhante, aqueles que hoje condenam e divulgam o ódio em nome da religião, podem ser comparados aos moralistas de outrora, que exercem uma postura hipócrita, pois suas ações não condizem com aquilo que pregam.

Convém pontuar, ainda, que segundo pesquisa feita pelo GGB (Grupo Gay da Bahia) em 2018, a cada 20 horas, um (a) LGBT morreu no Brasil, apenas por ser LGBT, o que confirma o país como campeão mundial de crimes contra como minorias sexuais. A falta de visibilidade da problemática, torna ainda mais difícil a garantia de seus direitos, e, assim como a epígrafe de Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago afirma “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara “, é necessário que o corpo social abra os olhos e repare a importância de lutar por direitos, respeito e contra os impostos por uma sociedade civil, maioritariamente preconceituosa e um governo alicerçado em ideais arcaicos e patriarcais.

É imprescindível, portanto, a atuação estatal no campo parlamentar e midiático, através da ampliação e intensificação de leis tocantes aos crimes de gênero e, por subsídio, no amparo às vítimas por meio de campanhas públicas de denúncia a estas violações, através de anúncios televisivos e nas redes sociais. A mídia, por sua vez, deve promover iniciativas que reforcem a liberdade de gênero, como a inclusão de profissionais assumidamente homossexuais e a transmissão de manifestações e anúncios eleitorais da comunidade LGBT, criando valores igualitários para a sociedade brasileira.