Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 08/06/2021
No filme brasileiro “Hoje eu quero voltar sozinho” é contada a história de Leonardo que sofre preconceitos por ser cego e se apaixonar com um colega da turma. Hodiernamente no Brasil, esta prática resulta em violência da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis). Dessa forma, tanto o entendimento sobre os dados alarmantes quanto a despreparação de escolas para lidar com a diversificação de gêneros deve ser ressaltada.
Em primeiro lugar, é importante perceber que os dados sobre a violência são alarmantes. É relevante entender isso, pois segundo o Grupo Gay da Bahia mais de 400 pessoas LGBT foram mortas vítimas da homofobia em 2019. Isto mostra que agressões são comuns no país e que é necessário impedir a ação dos agressores, bem como puni-los severamente. Assim, torna-se indispensável observar o que disse Martin Luther King: “ Toda hora é hora de fazer o que é certo”, para combater, em todos os momentos, os tristes índices.
Em segundo lugar, corrobora com o problema o fato da maioria das escolas brasileiras não estarem preparadas para lidar com a diversidade de gêneros. Percebe-se a magnitude disso, porque a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura) revelou que cerca de 60% dos professores dizem não ser capaz de se relacionar com a diversidade sexual. Então, é imprescindível entender o que disse Immanuel Kant: “ O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, para reestabelecer o papel da escola de promover a igualdade.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para combater o impasse. Para tanto, cabe ao Ministério da Justiça, Câmara e Senado promoverem ações afirmativas, por meio de leis, que visem a igualdade e a queda dos índices de violência, com o aumento da pena e agilidade na condenação de agressores. Ademais, o Ministério da Educação, Escolas e ONGs (Organizações não governamentais) necessitam promover a preparação dos professores e alunos para lidarem com a diversidade sexual, através de campanhas educativas, aulas e palestras conscientizadoras. Dessa forma, o combate à homofobia será mais efetivo