Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 21/06/2021
Com o objetivo de combater às heresias, blasfêmias e quaisquer atitudes consideradas ‘pecaminosas’ pela Igreja Católica na Idade Média, o papa Gregório IX, atráves do Tribunal do Santo Ofício, instituiu as relacões homoafetivas como dignas pena de morte na fogueira. Dessa forma, a luta contra a homofobia têm sido cada vez mais persistente no mundo, inclusive no Brasil. Assim sendo, problemas como a falta de uma educação voltada ao respeito das relações LGBTQI+ desde o período escolar, como também a ausência de políticas públicas voltadas à inclusão destes no cenário politico brasileiro, são entraves para a solução da questão da homofobia no Brasil.
Em dezembro de 1948, foi proclamada a Declaração Universal de Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas, documento que assugura o dever e a observância ao respeito universal aos direitos e liberdades de todos, independente de raça, sexo, língua ou qualquer outra condição. Contudo, é notório que tais direitos não são assegurados, visto que, em pleno século XXI, atitudes desrespeitosas, e muitas vezes, agressivas, ainda fazem parte do cotidiano de pessoas homoafetivas. Tal condição se deve à falta de um ensino escolar que, em parceria com as famílias, trabalhe o respeito e o espírito de fraternidade, citado no documento da ONU, pois são as principais responsáveis pela formação e o desenvolvimento humano na sociedade brasileira atual.
Outro fator a ser ponderado acerca da questão da homofobia no país é a falta de incentivo à inserção dos homoafetivos nas atividades políticas no país. Nesse sentido, o dia 13 de junho de 2019 se tornou uma data histórica no país, pois desde então foi criminalizada toda atitude caracterizada como homofobia ou transfobia. Esse acontecimento foi um grande passo na luta da população LGBTQ+, porém há um ainda maior a ser tomado, que é a melhor inserção deles na política brasileira, afim de que melhores medidas sejam tomadas à favor de toda a população homoafetiva do país.
Portanto, visto que a questão da homofobia no país deve ser cada vez mais tratada e combatida, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, é necessario que o Ministério da Educação incentive as Secretarias de Educação dos estados a formularem palestras nas escolas, voltadas à instrução dos pais ao trabalho, juntamente com as instituições de ensino, ao respeito ao próximo, independentemente de qualquer condição, para que assim, seja garantido o respeito e a liberdade garantidos na Declaração da ONU. Outra medida a ser tomada, por meio do Legislativo, é a formulação de cotas de pelo menos 5% para LGBTQI+ nos partidos políticos no Brasil, visto que são os melhores a garantirem políticas públicas efetivas voltadas à segurança e inclusão da própria comunidade no país.