Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/09/2021
“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Esta frase de Oscar Wilde representa, de forma atemporal, a questão da homofobia no Brasil. Assim, são necessários caminhos para a desconstrução do cenário atual, tendo em vista a diversidade étnica e cultural da sociedade.
Primordialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, a saúde e o bem-estar da nação. Esses direitos não são exercidos na prática, visto a regularidade em que homossexuais são discriminados e marginalizados na sociedade brasileira.
De acordo com a Datafolha, católicos e evangélicos constituem 81% da população de todo o território nacional. Ambas as religiões apresentam uma imagem negativa de homossexuais, afirmando a homossexualidade como um pecado contra deus e sendo uma anormalidade. Em adição, as sexualidades são tema pouco abordado na educação e formação das crianças e jovens, tanto durante o ensino fundamental como o médio. Assim sendo, o resultado obtido é, não apenas jovens desinformados com relação à homossexualidade e, por consequência, fortificando os tabus, como também adultos preconceituosos e leigos, conduzidos por crenças favoráveis à homofobia.
Tendo em vista o exposto, nota-se a real necessidade de intervenção por parte do Estado, afim de solucionar a questão discutida. Logo, o Ministério da Educação deve incorporar ao currículo escolar o ensino sobre sexualidades e orientação sexual, de modo a informar os estudantes e normalizar a homossexualidade na sociedade brasileira, evitando assim a discriminação de maneira gradual e ocasionando em uma geração mais empática e menos preconceituosa. Aplicar a solução para este tema é o primeiro passo para o progresso da humanidade, como Oscar Wilde prevê.