Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 04/09/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 prevê em seu artigo 29º que todo cidadão tem o dever de respeitar os direitos do próximo, sem qualquer distinção. Em contrapartida, tal prerrogativa não ocorre quando se observa a homofobia fortemente presente no Brasil por conta da falta de abordagem do assunto em ambiente escolar e pelo preconceito social ainda existente.

Em primeiro plano, pode-se destacar que na matriz currícular das escolas não há a presença de aulas que tratem sobre a história dos homoafetivos e a luta constante por seus direitos. Sem esse mecanismo, a base da sociedade é formada com uma falta de informação e de conhecimento, o que pode causar sérias consequências futuras e inúmeras vítimas. Consoante a isso, conforme Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, “Os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo”, confirmando a grande importância da educação para o bem-estar populacional.

Ademais, é notório que o preconceito social tem fortes raízes históricas no território brasileiro, inclusive em relação à orientação sexual dos indivíduos, motivo de muitas revoltas até os dias atuais. Tal problemática leva à altos índices de violência, ataques morais e psicológicos, exclusão e até mesmo óbitos. De acordo com o G1 -portal de notícias- a cada 23 horas ocorre uma morte motivada por homofobia no país, demonstrando a exacerbada falta de respeito e o sofrimento dos afetados.

Destarte, com o fito de atenuar esse impasse, o Ministério da Educação deve exigir que todas as escolas promovam aulas explicativas sobre tal temática, pelo menos uma vez em cada trimestre do ano, através de vídeos ou filmes, juntamente do apoio dos professores a fim de assegurar o aprendizado de crianças e jovens. Dessa forma, será possível garantir uma mudança gradativa no pensamento coletivo, seguindo a legislação e o pensamento de Schopenhauer.