Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 07/09/2021

De acordo com o filósofo francês, Jean-Paul Sartre: “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Inquestionavelmente, a frase pode refletir no atual momento em que o país se encontra, onde, de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GBB), ocorre em média uma morte de pessoas LGBT a cada 23 horas, seja por homicídio ou suicídio. Dessa maneira, se torna visível como a homofobia é prejudicial à população LGBT.

Visto que, toda essa intolerância surte efeito e se dissemina rapidamente, até mesmo programas de televisão sofrem com as críticas ao apresentarem representatividade em desenhos, séries ou filmes. Como é o caso da criadora do desenho Steven Universo, Rebecca Sugar, que conta como foi difícil lançar um episódio em que duas personagens se casam. é importante ressaltar que a cena não cita gênero ou ou orientação sexual, mas, de certo modo, ainda incomodou diversos pais, visto que a maioria dos telespectadores eram crianças.

Ressalta-se também, que casos de homofobia podem ter resultados trágicos. Em pernambuco, foram registrados quatro casos de transfeminicídio (assassinato sistemático de mulheres trans e travestis), sendo um deles de Roberta, mulher trans que foi queimada viva no centro de Recife por um adolescente quie nem ao menos a conhecia.

Tendo em vista o que foi discutido, é necessário, portanto, que escolas e até mesmo programas de televisão orientem alunos e telespectadores sobre diversidade sexual e identidade de gênero por meio de debates e explicações didáticas, afim de normalizar algo que sofre tamanha intolerância. Cabe também ao governo formular leis e contruir lugares, como casas de apoio, que visam a proteção da comunidade. Desse modo, o país poderá se tornar uma sociedade livre de preconceitos.