Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2021
Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável. No entanto, no Brasil, nota-se exatamente o contrário em relação à questão da homofobia, visto que esse estigma persiste no país e é fruto da irresponsabilidade e da opressão de certos indivíduos e instituições sociais. Nesse contexto, essa imprudência tem origens históricas e gera graves consequências na higidez cognitiva dos discriminados.
A princípio, ataques homofóbicos perduram graças a sua noção negativa enraizada no contexto histórico social. Desse modo, essa condição era caracterizada como doença pela Organização Mundial de Saúde e apenas no final do século XX deixou de ser. Dessarte, mesmo com o fim do título de enfermidade, esse comportamento ainda é estigmatizado e os sujeitos sofrem represálias, tanto de desconhecidos, quanto de pessoas de seu convívio íntimo. Desse modo, essas violações persistem e devem ser combatidas a partir do desmembramento de suas origens.
Outrossim, esse preconceito afeta negativamente a saúde mental das vítimas. Nesse sentido, de acordo com a Universidade de Columbia, a probabilidade de um homossexual se suicidar é cinco vezes maior do que a de um heterossexual. Destarte, os impactos da homofobia no bem-estar desses indivíduos são claros, dado que o surgimento de enfermidades psicológicas está intrinsicamente ligado aos traumas e violações que as pessoas sofrem ao longo de suas vivências. Dessa maneira, a persistência dessas agressões acarreta no desenvolvimento de doenças que podem desencadear na automutilação e na morte desses sujeitos.
Portanto, romper com essa discriminação é de suma importância para preservar a vida dessas pessoas. Diante dessa perspectiva, os municípios, com o apoio da Polícia civil, devem, por meio de verbas públicas, criar um projeto de combate à homofobia. Dessa forma, a fiscalização e as punições de crimes de homofobia seriam reforçadas, bem como os policiais teriam um treinamento para assistir as vítimas e direcioná-las para assistentes sociais. Ademais, seriam oferecidas palestras gratuitas ao público geral acerca da origem, das consequências e de como evitar essa discriminação. Assim, esses eventos ocorreriam em prédios das prefeituras de todo país e teriam a presença de psicólogos contratados especialistas em sexualidade. Em suma, a partir dessas ações, a sociedade se tornaria romperia com o passado preconceituoso e a saúde mental das vítimas seria poupada.