Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 08/03/2022

No dia 17 de maio é comemorado o dia internacional contra homofobia, pois, foi exatamente nessa data, em 1990, que a homossexualidade deixou de ser considerada doença pela Organização Mundial de Saúde. De maneira análoga a isso, fica claro que até pouco tempo atrás a homo-afetividade não era aceita pela sociedade e atualmente não é muito diferente, visto que, ainda há preconceito. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a influência histórica e a dificuldade dos homossexuais de pertencer na sociedade.

Em primeiro plano, pode-se destacar a presença de costumes passados, onde eram permitidos apenas relações amorosas entre um homem e uma mulher no Brasil. Desse modo, de acordo com o site “jus.com.br”, durante a Segunda Guerra Mundial, os homossexuais juntamente com os ciganos, judeus negros e outros, foram vítimas de graves violências em nome da superioridade da raça ariana, ou seja, os crimes homofóbicos eram praticados pela sociedade e unissexualidade era vista como, doença, distúrbio mental ou perversão. Dessa forma o preconceito de gênero era e ainda é visto de forma incomum no Brasil.

Além disso, é notório que com o excesso de preconceitos, a população homoafetiva tem grande dificuldade de se estabelecer na sociedade. Consoante a isso, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), um homossexual é morto a cada 28 horas no país por conta do preconceito e cerca de 70% dos assassinatos de pessoas LGBT ficam impunes comprovando o desafio de viver em uma sociedade intolerante no Brasil. Sendo assim, é necessário exigir respeito sobre tal população afetada e justiça adequada aos agressores no país.

Portanto, fica evidente necessidade de medidas que venham conter a homofobia no Brasil. Por conseguinte, cabe ao governo do estado oferecer agilidade nas suas ações priorizando a justiça correta por meio das leis para que os culpados sejam punidos e o número de casos abaixe no mundo. Cabe também ao Ministério da Saúde aumentar as redes de apoio nos postos de saúde de cada região através de médicos especializados para o tratamento psicológico a fim de acolher a população. Somente assim será possível visualizar mudanças significativas na construção de um país igualitário.