Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 23/06/2022

O filme ‘‘Orações para Bobby’’ retrata nele uma jovem de vinte anos, filho de uma família religiosa conservadora, que na juventude constrói sua identidade sexual, reconhecendo-se homossexual. Ao falar aos pais sobre sua sexualidade ele passa a ser visto como doente e por conta da repressão e agressão da família e da sociedade ele acaba cometendo suicídio. Assim como no filme, isso é uma realidade no Brasil, nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: formação heteronormativa e o movimento conservador.

Em primeiro plano, é de suma importância ressaltar o papel da Constituição Federal Brasileira, visto que a população LGBTQUIAP+ não possui uma legislação específica que proteja e criminalize a homofobia, ao contrário do que ocorre com os negros e o racismo. Desse modo, por não existir uma severa punição para os agressores, o aumento dos casos de homicídios e agressões contra essa classe tem aumentado.

Em segundo lugar, vale destacar que a intolerância se propaga desde a infância, quando a criança se espelha nas atitudes dos pais. De acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo “FEA-USP”, 87% da comunidade escolar, composta por alunos, professores, e pais, tem algum grau de homofobia. Assim, esse fato reflete a realidade lamentável da intolerância e do preconceito que parte de pessoas que convivem com homossexuais e semeiam a discriminação.

Vê-se, portanto, a permanência da homofobia e a necessidade de combate-la. Logo, cabe ao Poder Legislativo Federal a criação de uma lei protetiva para essa população, afim de punir severamente os agressores. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação estimule as escolas a desenvolverem palestras que retratem tanto a equidade quanto da dura realidade dos homossexuais no Brasil. Dessa forma, a somatória dessas ações seria um avanço no trato do tema em questão.