Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 29/06/2022

Em 1990, a OMS retirou o homossexualismo do Código Internacional de Doenças. E mesmo em 32 anos o Brasil não foi capaz de erradicar a homofobia, visto que o “Brasil ainda é o país do mundo onde mais se assassinam LGBT: uma morte a cada 29 horas” afirma o Grupo Gay da Bahia (GGB).

É primordial elencar, inicialmente, que o arcaísmo preeminente na população brasileira é uma das causas da manutenção do problema. Para Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar, dotado de exterioridade e coercitividade. De maneira análoga, percebe-se que a teoria do sociólogo aplica-se à realidade brasileira, haja vista que se uma criança convive com pessoas que pregam a intolerância, tende a adotar esse comportamento e repassá-lo às próximas gerações, o que gera um círculo vicioso. Por conseguinte, atitudes violentas contra gays são comuns e provenientes de todas as faixas etárias.

Com essas constatações, a mudança de paradigmas e a tolerância são essenciais para reduzir o massacre homófobo. Para isso, o Congresso deve validar a ideia de Estado laico e os direitos humanos por meio da criação de uma lei que criminalize a homofobia e da introdução dos direitos dessa minoria no Código Civil. Além disso, a escola precisa conscientizar seus alunos sobre o respeito às diferenças, mediante palestras lúdicas, para atenuar o ódio à homoafetividade.