Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 30/06/2022

Na série norueguesa “Skam”, é retratado o cotidiano de adolescentes e seus problemas pessoais. Nesse contexto, a terceira temporada é focada no personagem Isak, que apresenta dificuldade em aceitar sua própria sexualidade e acaba se reprimindo por muito tempo. Essa é uma realidade muito comum no Brasil, haja vista a formação heteronormativa e movimentos conservadores.

Em primeiro lugar, é lícito destacar que a formação heteronormativa é uma das principais razões para que a homofobia seja um problema tão presente na sociedade brasileira. Segundo Émile Durkheim, fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Assim, nota-se que a violência contra homossexuais se encaixa na teoria do sociólogo, visto que, se o comportamento mais comum que uma pessoa tem como exemplo é homofóbico, este será reproduzido.

Ademais, vale postular que os movimentos conservadores também colaboram para a presença desse preconceito na coletividade. A cartilha “Escola Sem Homofobia” ficou conhecida como “kit gay” após o presidente Jair Bolsonaro usar o termo para criticar a criação e debochar de forma conservadora. Paralelamente, grande parte da população brasileira usa a expressão da mesma forma para espalhar ódio.

Portando, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para a conscientização do corpo social brasileiro a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas educativas nas redes sociais que detalhem as consequências da homofobia. Somente assim, será possível superar a realidade do personagem Isak da série “Skam”.