Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 17/09/2022
A homofobia é uma aversão, medo ou preconceito que indivíduos ou, até mesmo, o Estado nutre contra o grupo LGBTQIA +. Essa conduta resulta na persistência das diversas formas de violências contra essa comunidade que é marginalizada . Logo, isso deve-se a um processo histórico de estigmatização e da impossibilidade dos LGBTQIA + de exercerem a sua cidadania de modo pleno.
Nesse viés, os homossexuais foram perseguidos, por exemplo durante a Idade Média pela igreja católica ou no decurso do Terceiro Reich de Hitler. No contexto brasileiro, a prática da homoafetividade ainda é polêmica, visto que isso seria um pecado na visão cristã e, somente em 1990, foi retirada do rol de doença mental da Organização Mundial de Saúde. Essa intensa reprovação das relações homoafetivas foi agravada com o surgimento da AIDS na década de 1980. A partir desse período, o grupo LGBTQIA + continua a ser associado, erroneamente, a um comportamento promíscuo, o que resultou em sua marginalização. Logo, os membros desse coletivo ainda são apontados como cidadãos de segunda classe.
Ademais, esse processo de estigmatização suscitou em um exercício parcial da cidadania. Haja vista que somente, em 2016, ocorreu a regulação do nome social para pessoas travestis e transexuais. Essa conjuntura intensifica a ideia que há pessoas que devem ser protegidas pelo estado e outras que são deixadas para morrer, explicitada pela filósofa Judith Butler, em seu livro Quadros de Guerra. Ou seja, o grupo LGBTQIA + está mais vulnerável a sofrer crimes de ódio, visto que o Estado apenas, recentemente, reconheceu como legítima parte dos seus direitos civis. Tal aspecto pode ser explicitado pela informação divulgada pela CNN: a
Portanto, são notórios os elementos que estimatizam e marginalizam a comunidade LGBTQIA +. Para superar essa problemática, o Ministério de Direitos Humanos deve intensificar a criação de políticas públicas direcionadas à população LGBTQIA+, por meio da ampliação de casas de acolhimento com psicólogos e assistentes sociais que os possibilite acessar programas de trasferência de renda do governo federal. Isso teria a finalidade de garantir o exercício da cidadania para pessoas que forma vítimas de violência ou que desconhecem os seus próprios direitos civis.