Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 13/10/2022
O Estatuto da Família, prevê, mesmo hoje, enquanto legítima apenas a união entre homem e mulher. Por conseguinte, se torna um agente facilitador para a disseminação do preconceito contra homossexuais. Assim torna-se essencial o debate acerca da pressão família sobre os homossexuais, como também a exclusão social.
Diante desse contexto, cabe ressaltar que a pressão familiar é uma prática comum entre famílias conservadoras. No Código Cívil de 2003, aponta que as famílias são constituídas por relações de afeto. Contudo, as famílias conservadoras, pautadas em uma formação de família tradicional brasileira, acabam pressionando seus filhos, por não acharem “normal”, fato que prejudica o desenvolvimento do jovem ou adolescente e ocasiona um distanciamento com seus familiares.
Ademais, desprende-se que os homossexuais ainda sofrem com a exclusão social na atual conjuntura. Segundo levantamento realizado pela Rede Nossa São Paulo, cerca de 51% dos entrevistados já foram vítimas de homofobia em espaços públicos. Paralelo à isso, a exclusão primeiro ocorre com seus familiares e depois nas ruas, o indivíduo saí de casa em busca de oportunidades, e acaba sofrendo com o preconceito velado.
Portanto, considerando os fatos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas interventivas. Cabe ao governo federal, por meio de políticas públicas- instrumento que possibilita aos governantes promoverem ações em busca da garantia de direitos para a população- assim o estado deve promover campanhas em canais de televisão, trazendo em pauta a homofobia, para garantir os direitos dos homossexuais no espaços públicos, como também a divulgação de campanhas com o tema “homofobia é uma doença” com o objetivo de conscientizar as famílias sobre como o preconceito afeta seus filhos e familiares.