Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 10/11/2022

De acordo com Friendrich Hegel - responsável por difundir o racionalismo -, o Estado deve proteger seus filhos. Entretanto, diferentemente dessa conjuntura, atualmente as pessoas homossexuais são, constantemente, perseguidas devido sua orientação sexual. Conforme o levantamento de pesquisa feita pelo G1, em 2013, uma pessoa morre a cada 28 horas. Nesse contexto, apesar dos esforços estatais contra a homofobia, ainda não é suficiente para englobar todos os cidadãos dessa proteção explicada pelo sociólogo Hegel.

Em primeiro lugar, convém pontuar que a homofobia não é apenas uma agressão física e verbal, mas também uma estrutura simbólica. Sob essa óptica, o sociólogo contemporâneo Pierre Bordieu, em sua intitulada obra ‘‘Violência simbólica’’, explica que a homofobia, assim como outras formas de preconceito, também é um ataque simbólico, suave, invisível às suas próprias vítimas, exercendo puramente, pelas vias da comunicação simbólica. Dessa maneira, a raiz do problema se tensiona quando uma família, por exemplo, deserda o filho da casa pela sua orientação sexual, promovendo a manutenção do medo. Desse modo, embora não haja uma agressão física, nem verbal, sintetiza-se uma violência simbólica.

Além disso, o silenciamento da temática na conjuntura social provoca uma postura apática na população diante do tema. Isso se torna claro quando a, antrópologa, Lilia Schwarcz explica que há a prática do eufemismo no Brasil, isto é, determinados problemas tendem a ser suavizados se não recebem a visibilidade necessária. Com isso, a falta da homofobia em questão promove, indiretamente, um posicionamento a tolerável pela sociedade.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse preconceito intrínsecamente. Para tanto, é imperativo que o Governo Federal, por intermédio do poder legislativo - a quem cabe a função de criar normas - amplie as leis vigentes da homofobia, sobretudo, como exemplo, no caso da expulsão residêncial motivada pela intolerância sexual em prol de extinguir a violência simbólica. Ademais, também é fundamental que o Ministério da Educação, por meio das escolas - responsáveis pela educação -, criem rodas de conversas entre as classes a fim de estimular o senso crítico das crianças e, consequentemente, coibir futuramente novos motivadores desse preconceito.