Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 25/10/2017
: Homofobia: destruindo vidas
Durante a segunda guerra mundial, Alan Turing, matemático consagrado como o pai da computação, ajudou os aliados a descriptografar mensagens nazistas, porém após a guerra foi condenado a castração química por sua sexualidade e futuramente levou a seu suicídio. Esse é só um exemplo de como a homofobia pode levar a mortes. Apesar de hoje muitas nações como a Inglaterra, terra natal do cientista, e o Brasil não considerarem homossexualismo crime,o preconceito ainda é uma realidade.
Em princípio, deve-se ressaltar que segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia, em 2013 houve pelo menos 312 casos de assassinatos relacionados a homofobia no território nacional. Números alarmantes como esses revelam a terrível realidade do acerca do tema no contexto brasileiro. Apesar da violência física estar relacionada em muitos situações, como citado anteriormente nos dados, nem sempre esse tipo de desrespeito ao ser humano se apresenta dessa forma. Alem da forma indicada, as agressões podem se dar por meios psicológicos como isolamento social ou cometários homofóbicos. Tais fatores implicam na necessidade do Estado enrijecer a legislação.
Ademais, vale ressaltar que problemas na vida social das vítimas devido à frequentes humilhações podem acarretar em situações extremas. O convívio diário com atos de cunho homofóbicos dificulta a integração do indivíduo na sociedade, gerando medo, ansiedade, tristeza, raiva e outros. A permanência desses sentimentos caracteriza a depressão que, como no icônico caso comentado e em muitos outros, pode levar o sujeito retirar a própria vida. Por isso deve-se lidar com urgência do assunto, pois tomar as devidas medidas salvará pessoas, tanto por muitos serem vítimas de homicídios ou pela prática do autoextermínio.
Dado o exposto, para resolver o problema, o Poder Legislativo deve mobilizar-se para criar um lei que caracterize homofobia como crime e outra que trate o assassinato de homossexuais com um crime específico e não como um caso geral de homicídio. Essas leis tem o intuito de atenuar coercivamente o atos descriminatórios debatidos. Alem disso, o poder público deve criar delegacias exclusivas para tratar dessas ocorrências, semelhante as já existentes delegacias da mulher, com o objetivo de dar apoio aos envolvidos e de tratar de forma integral esses acontecimentos.