Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 26/10/2017

A inercia da homofobia no Brasil

Mesmo com as altas taxas de agressões, a homofobia ainda não é considerada crime. Com caráter retrógrado e inercial, a agressão a homossexuais enfrenta dificuldades para ser reconhecida como crime, seja pelo pensamento homofóbico do próprio congresso, ou pela escassez de evidências das agressões.

O número de ataques a homossexuais no país ainda é desconhecido, pois não há um órgão do governo especializado na captura desses dados. Segundo o Grupo Gay da Bahia, organização não governamental, em 2015 a homofobia provocou 216 morte registradas, sem contar as agressões que são abafados como lesões corporais.

Analogamente, a falta de evidências é consequência de um atendimento policial discriminatório que tentar desqualificar as agressões como homofobia. Os 5% dos homossexuais que têm coragem, e vão a delegacia presta queixa, ainda sofrem preconceito de policiais despreparados que descriminam a homofobia.

Outrossim, o pensamento homofóbico do próprio congresso dificulta a criminalização da repulsão aos homossexuais. Mesmo laico o Estado possui bancadas de cunho religioso, essas dificultam o desenvolvimento de leis que beneficiam pessoas que não seguem os princípios da religião da bancada.

Depreende-se portanto que, segundo Newton, um corpo tende a permanecer onde esta ate que uma força atue sobre ele com mesma intensidade. Nesse sentido para combater a homofobia no Brasil, deve-se atuar com medidas de mesma proporção. Para isso, o Poder Legislativo ,deve homologar a homofobia como crime de cunho descriminatório, passível de prisão. Além da criação de delegacias especializadas no atendimento a vitimas de agressões homofóbicas, e que possa recolher as evidências de forma concreta, para que possa ser criadas medidas para combatê-las.