Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 01/11/2017

No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde, tirou do seu quadro de doenças ou problemas relacionados à saúde, o termo homossexualismo. Muitos anos se passaram e é esdrúxulo pensar, que alguns indivíduos que compõem a sociedade, consideram o homossexualismo como uma doença ou um mal que precisa ser extinto - isso representa o quadro de homofobia que persiste em compor a realidade brasileira.

O termo “homofobia”, deriva do grego e surgiu na década de 60, tendo como significado, uma aversão ou rejeição ao homossexual ou à homossexualidade. Indubitavelmente, essa aversão irreprimível e repugnância ao que é diferente, reflete em atos homofóbicos lastimáveis, que não são incomuns no cotidiano dos vulneráveis - o grupo LGBT. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. É perceptível que a homofobia resulta em atos de agressão física, violência psicológica, violência sexual, constrangimentos, preconceito e discriminação. Dessa forma, é gritante a necessidade de combater esse cataclismo social.

É notável que essa problemática afeta diretamente a vida daquele que sofre  discriminação. Lamentavelmente, indivíduos homofóbicos, filhos da intolerância, veem que não podem mudar aquele que é diferente, portanto, julgam que é necessário exterminá-los, e quando não matam o corpo, insistem em matar a “alma”. Assim, por meio da exclusão social, inserção de práticas vexatórias e ameaças verbais e físicas, levam as vítimas a terem medo de sair de casa, frequentarem escolas, ambientes públicos ou locais em que se sintam vulneráveis. Destarte, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciências Médicas da Unicamp, homossexuais tem uma tendência maior de desenvolver transtornos mentais em relação a jovens da mesma faixa etária. De tal maneira, vê-se que a homofobia resulta em homicídios, mas o que muitas vezes não é mensurado nas estatísticas são os sonhos que foram roubados, os traumas adquiridos, crises de identidade, quadros depressivos e a tentativa gradual do indivíduo em ausentar-se da sociedade, devido a não adequação ao meio.

Logo, tendo em vista todas as mazelas oriundas da homofobia, é necessária a criação de uma lei, por meio do Congresso Nacional, que puna os responsáveis por atos homofóbicos, visando a diminuição da sensação de impunidade, oriunda da execução de atos discriminatórios que não são repreendidos legalmente. Além disso, o Ministério da Educação deve promover a adoção de um projeto nas escolas, que promova a ampla discussão sobre o homossexualismo e a homofobia, visto que tal diálogo, permitiria ao próprio participante da discussão enxergar-se nessa pluralidade, sentir-se incluído e também se despir do preconceito relacionado ao diferente.