Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2017
No ano de 2015, em Orlando, ocorreu um atentado em uma boate voltada ao público LGBT, esse fato repercutiu os jornais do mundo e instigou questões pertinentes sobre a violência contra a liberdade de autorreconhecimento no século XXI. Nesse sentido, faz-se importante ressaltar que tal problemática é evidenciada em diversos âmbitos no Brasil. A partir disso, não é benéfico negligenciar duas questões: a violência e o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis.
Em primeira análise, cabe pontuar que a homofobia é ilustrada em diversos filmes como “Under the Moonlight”, ganhador do Óscar de melhor filme, no qual apresenta a violência e incompreensão de familiares e amigos pelo homossexualismo. Por conseguinte, integrantes da comunidade LGBT no Brasil são acometidos diariamente pelo preconceito, prova disso está nos dados do Disque Direitos Humanos (DDH), ratificando que 60% dos atos de violência, dentro desse nicho social, são contra gays. Desse modo, a intolerância é um dos males da contemporaneidade gerando agressões e mortes.
Ademais, convém frisar as várias instâncias que o preconceito contra o autorreconhecimento sexual ocorre, inclusive no mercado de trabalho. Destarte, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% dos integrantes dessa fatia social se prostituem, mesmo detendo bons currículos. Outro ponto pertinente a ser considerado no ambiente das empresas está conexo com o medo de repreensão, demissão ou perseguições ao assumir determinada orientação sexual. Em consequência, é notório o preconceito velado de muitos empresários contra homossexuais, indo contra a liberdade de escolha do ser humano pós-moderno.
Para reverter essa problemática, portanto, é imprescindível que os governantes se voltem mais ao público LGBT. A priori, o Governo Federal, em conjunto com ONGs LGBT, deve ampliar e encorajar a sociedade a fazer denúncias, isso poderá ser realizado por companhas nas redes sociais e panfletagem de cartilhas nas escolas, hospitais e instituições, estas contendo os números de disque denúncia e como reconhecer a homofobia. Em consonância, o Ministério da Segurança deve enfatizar as investigações contra a homofobia, enrijecendo leis, no que tange as multas e penas de prisão, visando, em cerne, a resolução das denúncias de homofobia e a não reincidência dessa transgressão no meio social. Além disso, o Ministério do Trabalho deve promover palestras sociais às empresas, ministradas por integrantes do sindicato dos trabalhadores voltados para a causa da inserção do público LGBT no mercado de trabalho, ratificando a importância da aceitação das diversas orientações sexuais para um ambiente de trabalho saudável e promissor. Logo, casos como de Orlando, paulatinamente, poderão se tornar distantes da realidade brasileira.