Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/04/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civlização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea, no tocante aos desafios para enfrentar a homofobia no Brasil. Nesse sentido, há de se combater não só a negligência governamental, mas também o preconceito presente que favorecem o quadro.
Primordialmente, é importante pontuar a negligência governamental como fomentadora do revés. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Tal concepção, todavia, não se aplica à conjuntura observada, uma vez que as autoridades governamentais permitem a impunidade em relação ao crime de homofobia. Assim sendo, apesar da lei vigente, os infratores não são punidos devidamente e o ato continua a ser praticado.
Outrossim, o preconceito é outro complexo dificultador. A respeito disso, o sociólgo Gilberto Freyre ensina em, “Casa Grande e Senzala”, que a sociedade impõe diversos padrões sociais e, quem lhes desobedece, é alvo de preconceito. Nesse contexto, os indivíduos lgbtqia+ não se encaixam no padrão hétero instaurado e, portanto, são vítimas de discriminação por parte de grupos conservadores e religiosos. Desse modo, tal grupo discorre discursos intolerantes e contribuem para a homofobia. Assim, difundir educação e respeito nas instituições de ensino e veículos digitais é fundamental para desconstruir a narrativa intolerante.
Urge, portato, que medidas sejam tomadas, a fim de resolver o imbróglio. Para tanto, é papel do governo federal desconstruir a impunidade vigente, mediante endurecimento das leis existentes, a partir de emendas constitucionais, com o intuito de minimizar o sentimento compartilhado de que o crime não é grave. Ademais, deve conscientizar o corpo civil, por intermédio da veiculação nas mídias digitais de campanhas que orientem a empatia e a importância do respeito, para que as diferenças sejam tratadas com respeito e o discurso intelerante presente perca sua relevância.