Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 29/10/2017

No dia 2 de outubro de 2017, o jornal britânico “The Guardian”, considerado o maior do Reino Unido, exaltou a drag queen brasileira Pabllo Vittar como símbolo de resistência contra a homofobia no Brasil. Tal problema se encontra em luta contínua no ambiente nacional, gerado principalmente por fatores de repressão e intolerãncia religiosa e política.

Como primeira causa, é possível afirmar que a religião pode ser considerada um dos fatores principais e estimulantes ao preconceito homofóbico, uma vez que pode ser observada 86,8% de predominância cristã no país, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, além dos ideais cristãos impedirem a integração social de homossexuais em grupos religiosos, também aumenta seu preconceito em toda a sociedade.

Além disso, a questão política se torna um grave fator, devido ao risco de existência de políticas extremistas que podem ameaçar a minoria homossexual no Brasil. Por este lado, um forte candidato à aplicação deste extremismo é o deputado federal Jair Bolsonaro, que já demonstrou ser defensor de ideais homofóbicos e opositor de movimentos de resistência, como LBGT (sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Em vista dos fatos apresentados, se torna evidente uma maior atenção do setor legislativo, para o controle de ideias extremistas tanto de políticos quanto religiosos, através do reforço das punições contra homofóbicos no país. Outrossim, movimentos como LBGT também devem ser apoiados em prol da diversidade e da inclusão social.