Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 29/10/2017
A homofobia é a discriminação ou aversão contra os LGBTT´s e este preconceito é vigente desde tempos muito antigos, como o caso da Segunda Guerra Mundial, a qual Hitler esterilizou em torno de 250 mil homossexuais com o intuito de tratamento ou castigo, consequentemente, surgindo o debate sobre a orientação sexual de um indivíduo ser um fator biológico ou social.
Em 2016, o Brasil foi recorde em matança de travestis e transexuais, segundo dados do Jornal do Brasil mais de 300 pessoas foram mortas. Além disso, foi apenas no ano de 1990 que a OMS (Organização Mundial da Saúde) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais.
O público LGBTT´s sofre violências diariamente, sejam elas verbais, psicológicas, neglicenciadas ou físicas. Ademais, essa minoria é arduamente aceita no meio profissional, conseguinte, a homofobia sai caro para o governo com os 11.369 processos (dados de 2008) que, de alguma forma, debatiam danos morais, sendo estes os que mais crescem no país. Não obstante, a Constituição Federal não reconhece esses atos como crimes, possuindo apenas o Artigo 3º parágrafo IV que diz: ´´promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação´´.
É de extrema relevância a viabilização da aprovação, por meio do Congresso Nacional, do Projeto de Lei proposto pela deputada Iara Bernardi que criminaliza o preconceito de gênero e orientação sexual, a permanência da inclusão social, por meio dos mecanismo midiáticos, como o caso do documentário Laerte-se produzido pela Netflix que aborda a transição de gênero de uma famosa cartunista, e a realização de debates nos colégios entre pais e filhos, promovidos pelo Ministério da Educação juntamente com psicólogos, para que haja a criação de uma condição de convivência social solidária.