Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2017

No contexto atual, é vergonhoso que hajam tantos ataques homofóbicos ocasionando a morte de LGBTs. Sabemos que o Brasil é um Estado laico, regido pela Constituição Federal de 1988, cujos artigos 1°,3° e 5° garantem a dignidade humana, a não discriminação, a inviolabilidade do direito à vida, a liberdade, e a segurança. Essa postura preconceituosa fragiliza a dignidade humana do cidadão diverso, além de não ser considerado uma transgressão.

Primeiramente,a homofobia fragiliza o direito a integridade humana daqueles que possuem distinção de gênero. Além disso, hoje se o indivíduo sofrer um ataque homofóbico e de dirigir à uma delegacia para registra-lo, isso não ocorrerá, pois ainda não é considerado crime, o que dificulta a redução desses episódios. Como dizia Jimi Hendrix " Quando o poder do amor superar o amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz".

Por outro lado, o preconceito à liberdade de gênero evidência a manutenção da cultura machista da sociedade. A despeito disso, em 1916 foi promulgado o primeiro código civil brasileiro, que colocava a figura masculina em posição de superioridade. Esse machismo fundamentado ainda persiste como uma das principais causas para a intolerância de gênero no Brasil, motivando assim atos de homofobia praticados sobretudo por homens; segundo uma pesquisa do IBGE em 2015. Entretanto, enquanto essa hostilidade ao gênero diverso se mantiver, a sociedade brasileira será obrigada a conviver diariamente com esse problema.

Urge, portanto, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária como prevê a Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, o Ministério Público Federal, por meio de ações judiciais deve denunciar os casos de agressões motivadas por questões referentes a característica diversa, com o objetivo de desestimular futuros casos de intolerância. O Governo pode promover rodas de debates e divulgar campanhas nas redes sociais,TV. A sociedade também pode criar ONGs com o intuito de atender a população de LGBTs e informar a população sobre a importância do respeito ao diferente.