Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2017

O filme o Jogo da Imitação, que conta a história de Alan Turing ,criador de uma máquina para decodificar as mensagens dos nazistas, mostra a violência sofrida ao personagem principal por conta de sua opção sexual. Fora da ficção, esse tipo de agressão é uma realidade a comunidade LGBT ( lésbicas, gays, bissexuais e travestis ), ocasionando problemas como a não garantia de direitos e danos à saúde.

Embora o citado grupo tenha alcançado alguns direitos desde a Rebelião de Stonewall, evento que, historicamente falando, em 1969 originou à luta pelas garantias desses, ainda sofrem com a falta de garantias fundamentais. Pois, de acordo artigo 5° da constituição Federal de 1988 ,a lei deva ser igual para todos, sem distinção de qualquer natureza, o que não ocorre , porque são frequentes manifestações que clamão por direitos, a exemplo da Parada do Orgulho LGBT. Ademais, a aversão contra esses o indivíduos, podem causar problemas que vão desde isolamento social à até mesmo depressão, conforme explica o médico Dráuzio Varella.

Contudo, caminhamos lentamente em direção a uma possível solução para o problema. Conforme entrevista da revista Folha de São Paulo ao Grupo Gay da Bahia, organização referência na luta conta o preconceito, é infima quantidade de campanhas que combatem a discriminação de gênero. Além disso, a grande maioria das escolas não discute sobre o referido caso e, por conseguinte, não evitando a homofobia nesse meio. Por fim, é fundamental a atuação dos meios de informação e órgãos de educação.

Portanto, medidas são necessárias para resolver a questão. Uma solução seria a União Federal, por intermédio de uma proposta de emenda constitucional, repassar uma parcela maior dos impostos arrecadados para a Secretaria de Direitos Humanos, no intuito de aumentar o número de campanhas contra a LGBTfobia, evitando, assim, o preconceito através da informação. Outra medida seria o Poder Legislativo inserir, na lei de diretrizes e bases da Educação Nacional, a obrigatoriedade de uma disciplina voltada para os direitos humanos nos ensinos secundários e médios. Isso faria com que professores ministrassem aulas sobre como tratar com humanidade o cidadão, independentemente de sua escolha sexual, contribuindo para que seus alunos não venham a tornar-se adultos intolerantes, pois, como disse o filósofo Immanuel Kant, " O ser humano é aquilo que a educação faz dele".