Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 02/11/2017
Homofobia consiste em toda forma de humilhação, violência ou discriminação causada a alguém por causa da sua orientação sexual. No Brasil, essa situação é alarmante, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, a cada 25 horas uma pessoa é violentada ou morta por ser gay, lésbica, bissexual ou transgênero (LGBT). Diante disso, sem dúvida, é preciso que o assunto seja debatido, a fim de que soluções cabíveis sejam tomadas.
Mesmo com os avanços, como a aprovação em 2011, do projeto que reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo, ainda não é o suficiente, a homofobia não é criminalizada no país, a agressão feita a alguém que possui orientação sexual diferente da do agressor recebe apenas a tipificação do crime, como lesão corporal e assédio. Por conseguinte, a falta de proteção a esse público contribui para a perpetuação do problema e desencoraja-o a denunciar a violência sofrida, que é capaz de acarretar traumas físicos e psicológicos às vítimas.
Ademais, a permanência do conservadorismo e do fundamentalismo religioso presente em uma sociedade machista e sexista impede maiores conquistas para o grupo LGBT. Por isso, indivíduos sentem-se desamparados pela própria família, amigos e colegas de trabalho. Tal desamparo é o grande responsável pelo alto número de suicídios cometidos por jovens LGBT. Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, os homossexuais têm maior probabilidade de praticar o ato.
Dado o exposto, é necessário que haja o reconhecimento por parte da população da existência da homofobia no país. Também, o Governo Federal juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos devem investir em ações afirmativas visando assegurar o direito de cidadania para esse grupo por meio do monitoramento da políticas contra a discriminação já implantadas, como a campanha “Respeite as diferenças” e criação de redes de proteção com delegacias especializadas e disques denúncia, para que as pessoas sintam-se protegidas e acreditem ser possível exercer seu direito de ir e vir consciente de que terá apoio suficiente para superar as dificuldades.