Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 02/11/2017

Durante a Segunda Guerra Mundial, os homossexuais foram perseguidos e cruelmente maltratados pelos soldados de Adolf Hitler, pois eram vistos como inferiores à raça ariana. Ainda que o regime nazista tenha acabado em meados da década de 40, os discursos de ódio contra a classe LGBT ainda são frequentes. Uma vez que os brasileiros têm sido intolerantes à diversidade sexual, é necessário que políticas públicas sejam direcionadas ao combate de homofobia no país.

Enquanto a homossexualidade é tida como uma condição natural dos seres vivos por um grupo de pessoas, outras têm a visão distorcida de aberração e pecado. Por sua vez, este pensamento alimenta atitudes preconceituosas e motiva agressões físicas contra gays e transgêneros assumidos. Na novela “A Força do Querer”, exibida no último ano pela Rede Globo, as cenas de violência contra o personagem transsexual Ivan são um exemplo da intolerância sexual vigente no país. Nesse sentido, é preciso proteger a comunidade LGBT e reforçar os ideais igualitários.

Outrossim, a sociedade brasileira encontra-se despreparada para acolher a comunidade LGBT no cotidiano. Isto tem início nas próprias instituições de ensino, visto que os dados apontam que 87% das pessoas nesses locais tem algum grau de homofobia, feita por meio de brincadeiras mal-intencionadas e com a rejeição de gays na convivência escolar. Segundo Helen Keller, uma ativista social americana, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Sendo assim, é necessário que o respeito à diversidade seja disseminado desde cedo em todo âmbito social.

Infere-re, portanto, que precisa-se combater a homofobia no Brasil. Isto será feito com a ação do Poder Legislativo, por meio da criação de leis e delegacias especializadas em prol da comunidade LGBT, reconhecendo seus direitos e garantindo proteção à mesma, o que irá reduzir o número de vítimas de discriminação e violência. Além disso, as secretárias de educação deverão providenciar debates nas escolas de incentivo à igualdade, feitas por profissionais da área (como psicólogos), nos quais haja a participação dos pais ou responsáveis e que sejam apresentadas informações quanto à diversidade, a fim de que isto incentive a aceitação ao próximo. Dessa forma, a sociedade poderá respeitar a todos, independente de sua orientação sexual.