Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 01/11/2017
Raízes homofóbicas brasileiras
Durante a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde, (OMS), retirou a classificação de doença conferida à homossexualidade (na época, homossexualismo). Não obstante, no Brasil, muitas pessoas rejeitam os direitos dos homossexuais, agindo de modo homofóbico. Essa problemática é agravada devido ao conservadorismo político brasileiro e à negação, por parte de muitos, de que realmente exista discriminação.
Nesse sentido, uma expressiva parte da população afirma não haver homofobia no Brasil. Tal pensamento assemelha-se àquele que defende que não há racismo no Brasil. Assim, apesar de Gylberto Freire, importante sociólogo brasileiro, ter defendido uma “democracia racial” no país, o preconceito contra os negros é intenso. Desse modo também ocorre com relação aos homossexuais, que têm de suportar diariamente humilhações e sofrimentos.
Por conseguinte, em 2015, contabilizou-se mais de 200 assassinatos de homossexuais no Brasil. Essa prática explícita da homofobia não é diretamente atingida, em parte, devido ao conservadorismo da classe política do país. Embora o Brasil não criminalize a homossexualidade – como acontece na Nigéria e no Egito – a causa defendida pela comunidade gay é, muitas vezes, desvalorizada pelos deputados e senadores, grande parte tendo por motivos princípios religiosos.
Portanto, faz-se extremamente necessário que sejam adotadas iniciativas que visem à erradicação da homofobia no Brasil. Destarte, para que os líderes políticos não permitam que o conservadorismo religiosos afete a gestão da sociedade, os movimentos estudantis (principalmente os universitários), junto a entidades de apoio à causa gay devem, por meio de protestos e apoio a novas lideranças, rejeitar a atitude dos parlamentares. Outrossim, a fim de que a população realmente entenda a magnitude da homofobia no Brasil, escolas devem realizar oficinas culturais e oferecer palestras sobre a trajetória do movimento gay, principalmente no Brasil, ressaltando sua importância. Desse modo, ter-se-á no Brasil a homossexualidade, e não mais o homossexualismo.