Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 31/10/2017

Muitos instrumentos, ao longo dos anos, foram criados para garantir a integridade física e moral do ser humano, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a declaração da Unesco. No entanto, em pleno século 21, atos como à discriminação e a rejeição à homossexualidade, marcados pela violência, subsiste na sociedade.

Apesar da evidência que a prática homossexual vem ganhando espaço em todo mundo, por ser retratada em cinemas e novelas, o preconceito a esta orientação sexual ainda tem crescido. Segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia, a homofobia faz uma vítima fatal a cada 28 horas. Desse modo, o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, que assegura igualdade cidadã, está sendo infringido, ao passo que pessoas com orientações sexuais diferentes são violentadas.

É imprescindível ressaltar, ainda, que a homofobia é responsável pelo terceiro motivo de “bullying” nas escolas. Segundo o relatório “Brasil sem homofobia”, feito em 2004, a escola é uma instância de disciplinamento da sexualidade heterossexual, contribuindo para a reprodução de mecanismos homofóbicos. Nesse contexto, os jovens LGBT enfrentam discriminações por parte de colegas e professores, aumentando a evasão escolar e, consequentemente, uma falta de qualificação profissional futuramente.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas tornam-se necessárias para promover avanços em relação ao problema da homofobia. Inicialmente, deve-se estabelecer como meta, investigações por parte do governo, com propósito de punir todas atividades sociais que descumpram com a determinação da Constituição. Ademais, uma maior orientação educacional para formar cidadãos menos preconceituosos, tendo a escola o papel de promover nas aulas a tolerância e o respeito ao próximo.