Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 01/11/2017

No livro de Mary Shelley, Victor Frankstein é um jovem cientista muito ambicioso que decide criar um ser humano com restos de cadáveres. Ao conseguir realizar sua façanha, Victor se assusta com oque viu e a criatura ao entrar em contato com o mundo real, vê como o ser humano trata as coisas que lhe trazem medo, com preconceito e perseguição. Nesse contexto,  a homofobia é um obstáculo ainda enfrentado pelos homossexuais e deve ser combatido.

É indubitável que a homossexualidade já foi classificada como uma doença. Esse termo mudou e ela não foi considerada mais uma patologia. Vale ressaltar, que o ser humano ao ser colocado de frente com o diferente age com intolerância e discriminação. Assim, segundo o escritor João Silvério Trevisan “eu não sou apenas homossexual, há um monte de outras coisas que me compõem”. Então o indivíduo ao se auto declarar homossexual não está apenas dizendo sua opção sexual, mas várias sim várias características que o torna ser um ser humano. Além disso, o agressor não procura olhar  para esse lado, se o indivíduo estuda, trabalha ou tem sentimentos, eles apenas fazem com que esse termo “gay” seja o centro de tudo.

Ademais, é importante dizer que o bullying também está atrelado ao preconceito e isso acarreta em muitas consequências como a depressão e o suicídio. Seja no âmbito escolar ou no trabalho é inquestionável que o indivíduo saiba conviver com o diferente de forma empática e harmoniosa e isso na maioria das vezes, não é enxergado pela coordenação da escola é apenas visto como uma simples brincadeira de criança. Em decorrência dos fatos, pode-se dizer, que em uma sala de aula as risadinhas e o humor realizado para atingir aquele indivíduo vai provocar um sentimento de rejeição do mesmo e é muito importante com que a instituição saiba lidar com diversos fatores, ainda mais como esse relacionado a homossexualidade que começa desde a adolescência.

Por conseguinte, em tentativa de fazer com que a homofobia não seja uma problemática em âmbito nacional, o governo federal em parceria com as fontes de comunicação deve promover campanhas de conscientização na TV e internet, dizendo que somos todo um só independente as diferenças. Assim, por mais que a escola busque alternativas para conter o bullying e o preconceito e não obtenha sucesso, os influenciadores da internet como os “youtubers” realizar isso, porque a educação começa na escola e isso é muito importante para formação da sociedade.