Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 01/11/2017

Com o final do século XX, percebe-se uma evolução científica com a classificação da Organização Mundial da Saúde do homossexualismo como variação natural do ser humano, já vista em outros animais. Todavia, no Brasil, com os atuais preconceitos existentes classificando-o como o país que mais mata esse grupo de pessoas, houveram retrocessos diante de uma sociedade que necessita lhe dar com seu conservadorismo político e com o diálogo sobre a situação dos LGBT’s.

Em uma primeira abordagem, nota-se como a colonização católica moldou costumes e leis em sua época para afirmar seu poder diante da sociedade brasileira. Todavia, a constituição nacional ainda se baseia em princípios cristãos que, enraizados na nação mesmo para os não adeptos, têm negado direitos a outros grupos. A manutenção do conceito de família, excludente dos homoafetivos, e a criação da proposta de cura gay, classificando tal escolha como patologia, ilustram esse cenário de desrespeito a igualdade de gênero.

Outro ponto importante diz respeito a necessidade do contato com a diversidade sexual, por meio das atuais tecnologias de informação. Assim, como afirmou Platão, que a arte é catarse, tem poder de fazer aos indivíduos refletir sobre seus atos, a novela a Força do Querer, da rede Globo, contribui para essa comunicação social. Dessa forma, personagens como a Ivana(Ivan) tem o importante papel de abrir debates sobre a questão da normalidade do homossexualismo, destruindo preconceito, uma vez que retratam as dificuldades enfrentadas pela variedade sexual e suas manifestação culturais.

É indispensável, portanto, que o poder Legislativo busque maior neutralidade diante da construção de suas leis, que objetivem a legalização da luta dos LGBT’s por seus direitos de liberdade expressão(como o conceito de família) e negue conceituações desrespeitosas(leia-se cura gay), criando perspectivas para uma democracia de gênero. Ademais, é necessário que o Ministério da Cultura promova, por meio das manifestações artísticas diversas, debates nas redes sociais e locais públicos sobre o reconhecimento social dos homoafetivos, despertando o sentimento de alteridade e, com isso, a quebra de preconceitos. Adotando essas medidas, vê-se a reflexão social sobre a necessidade de aceitação do outro, em prol do fim do etnocentrismo nacional.