Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 01/11/2017
Na contemporaneidade da civilização, a homofobia é um dos problemas com os quais o Brasil precisou aprender a conviver. Dessa forma, motivado pela negligência social e por déficits estratégicos, essa problemática afeta os mais diferentes setores da população. Logo, a permanência de uma sociedade arcaica e a decadência da justiça brasileira são pilares deste obstáculo.
É importante destacar, primeiramente, que práticas discriminatórias estão presentes na sociedade desde os tempos mais primórdios. Nesse sentido, diversos homossexuais são vítimas constantes de violência física, emocional e psicológica oriundos das várias classes sociais. Assim, dados da Polícia Civil indicam o avanço desmedido das taxas de assassinato que têm como vítimas membros de grupos LGBT. Logo, para Martin Luther King “na dinâmica social, o problema de alguns sempre corresponde a um dilema de todos”.
Grave, emblemático e de difícil resolução, o problema da ineficiência da justiça brasileira deve ser entendido como desafio de todos os habitantes do país. Nesse contexto, o código penal, que vigora desde 1940, possui diversas leis atrasadas as quais não criminalizam a homofobia e que podem gerar ambiguidades em sua interpretação. Logo, mudar esta realidade é uma necessidade e não um fato opcional. Afinal, de acordo com Jean Paul Sartre, filósofo existencialista, mais relevante do que ter consciência, é assumir atitudes sérias, sensatas e responsáveis.
Evidencia-se, diante disso, que a homofobia é um problema constante no Brasil. Portanto, é importante que discussões construtivas sejam realizadas no ambiente escolar e no meio familiar a fim de atenuar práticas preconceituosas, além da realização de palestras e apresentações, promovidas pelo Ministério da Educação, que defendem a convivência harmônica em uma sociedade diversificada. Ademais, reformulação do código penal brasileiro realizado pelo Governo Federal aliado aos Três Poderes com o objetivo de acabar com as múltiplas interpretações e tipicar a homofobia como um crime grave. Outrossim, participação da mídia e dos meios digitais, como importantes meios de conscientização social, promovendo programas e propagandas que exponham os intolerantes com o objetivo de desencorajar outros radicais.