Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 02/11/2017

No século XX, na Alemanha, os gays eram considerados inimigos do Estado por corromperem a moral pública. Dessa forma, milhares de homossexuais foram mandados para os campos de concentração, sendo mortos. No entanto, atualmente, mesmo com a ascensão dos movimentos LGBT’S, os quais lutam pela igualdade de direitos, ocorre a persistência de inúmeros casos de homofobia na sociedade. Com isso, convém analisar e combater os principais problemas gerados por esse quadro.

Conforme os ideais iluministas, todo homem tem como direito à liberdade de expressão e a igualdade, entretanto, em pleno século XXI, a comunidade homoafetiva é privada de se expressar livremente no meio social por conta do medo de se tornarem alvos de atentados homofóbicos. Dessa maneira, observa-se que os cidadãos LGBT’S são vítimas da violência física e psicológica por conta da sua orientação sexual. Tal fator é evidenciado por dados emitidos pelo Grupo Gay da Bahia, os quais apontam que um homossexual é morto a cada 27 horas. Além disso, ocorre a manifestação da homofobia institucional por meio da negligência das autoridades em investigar crimes contra homoafetivos e, assim, muitos agressores ficam impunes.

Contudo, o problema caminha lentamente para ser solucionado devido à ausência de leis que criminalizem a homofobia, haja vista que o Brasil se encontra na lista dos países onde mais se cometem crimes contra homossexuais. Além do mais, ocorre a falta de políticas públicas de promoção à diversidade e o combate ao preconceito nas intuições escolares, que se tornam locais de intolerância e homofobia, corroborando para a evasão escolar dos indivíduos LGBT’S. Nesse sentido, os aspectos supracitados impedem que a problemática da homofobia seja resolvida. Todavia, essa situação precisa ser alterada.

Medidas são necessárias, portanto, para solucionar o contratempo da persistência de casos de homofobia no país. É fundamental que o Poder Legislativo promova a defesa dos homossexuais, por meio da aprovação de leis que criminalizem a homofobia, para punir de forma efetiva os atentados homofóbicos. Ademais, como afirmava o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Sendo assim, o MEC deve realizar campanhas de combate ao preconceito e promoção à diversidade, por intermédio de palestras e debates nas instituições educacionais, a fim de difundir o respeito às diferenças e desconstruir paradigmas. Desse modo, ocorrerá a mudança da atual conjuntura presente no território brasileiro.