Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 02/11/2017

A Constituição Nacional prevê a liberdade de credo e expressão à todos os indivíduos, sendo crimes de intolerância considerados graves e de pena imprescritível. No entanto, é comum ouvir relatos do crescente número de casos de homofobia na sociedade brasileira. Logo, o combate dessas atitudes pressupõe uma análise histórica e educacional.

O filósofo Immanuel Kant cita em sua obra que “O ser humano é aquilo que a educação faz dele” , no entanto, a sociedade brasileira convencida e  por seus fatores históricos demonstra a existência de  padrões tradicionais de relacionamentos considerados como certos e, por conseguinte, age com intolerância aos considerados fora dos padrões como, por exemplo, os casais homoafetivos. Dados disponibilizados pela Secretaria do Desenvolvimento Humano, apontam que em relação a 2011 houve um aumento de 166,09% de denúncias de agressões aos gays no Brasil. Infere-se, portanto, que a homofobia é um mal para a sociedade brasileira.

Outro aspecto relevante é a análise do sociólogo Zygmunt Bauman, que defende em sua obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é um dos maiores conflitos da pós modernidade, e, consequentemente, por esse motivo, parcela da população tende ser incapaz de tolerar diferenças. Prova disso, é a falta de empatia aos casais homossexuais que são pressionados pela sociedade à um estilo de vida padronizado, sofrendo consequências de violência física e moral.

Desse modo, é importante que o Ministério da Educação crie eventos em praças públicas com palestras conscientizadoras da importância da reformulação histórica e educacional sob o conceito de padrões de relacionamentos que, de fato, não existem. Destacando, assim, que o respeito e a liberdade de escolha deve existir por direito à quaisquer individuo. Logo, torna-se imperativo que o Estado, na figura do poder Legislativo, desenvolva leis mais rigorosas mediante à casos de homofobia demonstrando a importância do sentimento de empatia para a inclusão de todas as pessoas independente de sua orientação sexual na sociedade.