Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 02/11/2017

Valorizar a diversidade é uma premência para construção de um mundo mais igualitário e justo. No Brasil, a violência contra casais homossexuais compõe o panorama do século XXI, no qual, a cada 25 horas uma pessoa LGBT morre, segundo a ONU. Dessa forma, fica claro que o problema decorre sobretudo pelo preconceito enraizado na sociedade, como também o descaso estatal com políticas públicas de combate á homofobia.

Na Idade Média, com a Inquisição, deu-se início ao um processo de assassinatos e  perseguições de pessoas consideradas hereges, incluindo homossexuais da época. O passado histórico continua marcado na atualidade, na medida em que diversos países ainda definem a homossexualidade como crime em sua legislação, bem como uma sociedade profundamente preconceituosa. Sendo assim, o primeiro passo para tratar da homofobia é, portanto, a qualificação e expansão de debates que estimulem maior respeito perante à diversidade.

Pontua-se também, a pouca atuação do Estado na garantia de liberdade e segurança de casais homossexuais, além da baixa representação tanto na mídia quanto na política. Em ambos os casos, a não incorporação de diferentes orientações sexuais reforça as discriminações, e assim, se relaciona com a ideia de Rousseau, que apesar do Homem nascer livre, ele vive acorrentado por todas as partes. Em vista disso, torna-se necessário a elaboração de cartilhas como forma de conscientização.

Por fim, fica claro a urgência de efetivar medidas de combate à homofobia no Brasil. Além de debates educacionais e cartilhas públicas, cabe à mídia dar mais espaço e representação de diferentes orientações sexuais, de modo a estimular maior tolerância e respeito. Ademais, devido aos altos índices de violência, é papel do Estado garantir a presença de homossexuais na esfera política, e ainda  adotar medidas de erradicação das agressões e discriminações. Desse modo, é possível construir uma sociedade baseada nos valores de isonomia e igualdade.