Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 02/11/2017
O Iluminismo marcou o século XVIII com seus ideais de igualdade e liberdade, que perduram até hoje nas diversas lutas por direitos à igualdade. A homofobia tem sido assunto de amplo debate entre a sociedade brasileira na atualidade, tendo em vista não só o aumento de casos de violência contra o público LGBT, como também o preconceito diário sofrido por estes, sendo uma das razões do suicídio entre jovens homossexuais.
Relativo aos aumento dos casos de violência derivada da homofobia, dados da organização Grupo Gay da Bahia, mostram que nos últimos quatro anos 1,6 mil pessoas morreram em ataques homofóbicos no país. Além disso, a Secretaria dos Direitos Humanos registrou, somente em 2013, 3.398 violações relacionada à população LGBT que incluem desde agressão, espancamentos até os chamados “estupros coletivos”.
Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre toda forma de violência será sempre uma derrota. Neste contexto, podemos afirmar o quão alarmante tem sido a derrota sofrida pela sociedade brasileira vítima da homofobia, uma vez que esta é uma das principais causas do suicídio de jovens homossexuais. De fato, Grupo E-jovem apontam para uma taxa anual de suicídios entre os adolescentes LBGTs brasileiros superior a mil, o que ultrapassa também a média internacional. Portanto, no Brasil, por causa do forte preconceito social em torno da homoafetividade, uma porcentagem relevante de jovens se suicida.
Dado o exposto, medidas são urgentes a fim de coibir atos homofóbicos e reduzir o índice de suicídio da população LGBT. É mister por parte do Poder Legislativo criminalizar as manifestações de homofobia e os crimes de ódio contra os homossexuais. De fato, uma lei específica poderia ajudar no combate a essas agressões e ter uma função “educativa” ou que seja um instrumento de prevenção. Ademais, as ONGs possuem papel importante ao orientar a população sobre a diversidade sexual, com intuito de diminuir o preconceito que por sua vez contribui para uma maior aceitação familiar, sendo vital para acolher jovens e ajudá-los a lidar com sua orientação sexual, a fim de diminuir casos de suicídio. Afinal, para o filósofo Denis Diderot “A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito.”