Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2017

A intolerância sexual ainda se faz muito presente na realidade social brasileira. Como não há na legislação do país uma lei específica que os protejam, os LGBTT’s (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) sofrem o preconceito por sua orientação sexual e/ou de gênero com grande frequência. A não aceitação de tais orientações pode ser advinda de aspectos sociais e culturais como, a religião e a ideia de conservadorismo familiar.

Algumas doutrinas religiosas não consideram os relacionamentos homoafetivos como natural, pois segundo elas a sexualidade tem como principal objetivo garantir a perpetuação da espécie humana por meio da reprodução, realidade essa que para relacionamentos gays e safistas é impossível ocorrer de forma natural e independente, o que se torna um motivo para que os religiosos crentes nessas ideologias sejam discriminadores dos LGBTT’s.

Outro aspecto a ser considerado é a ideia conservadora da formação familiar existente na sociedade. No princípio social humano via-se os relacionamentos entre homens e mulheres como o “normal” e essa ideia persiste na opinião comum desde então. Pode-se dizer então, que a homofobia vem sendo herdada das sociedades antepassadas e fortemente defendida por pessoas conservadoras de tal concepção.

Vê-se, portanto, que a informação é o principal meio interventivo a ser usado na questão da intolerância sexual presente no meio social brasileiro. Tais informações devem prover do meio familiar, pois a concepção não preconceituosa do homem é, na maior parte das vezes, herdada de preceitos éticos passados a ele por meio da família; da escola, que por ser um ambiente laico deve mostrar para seus alunos as várias realidades sexuais do ser humano, pois quando se conhece algo pode-se formar uma opinião própria sobre ele, e não seguir opiniões impostas; e também da mídia, como já vem sendo feito por exemplo, por meio de novelas, pois é o instrumento mais efetivo na tarefa de informar.