Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2017

As novelas brasileiras sempre trazem em sua trama questões pertinentes na sociedade. Dessarte, a novela Força do Querer trouxe Ivana, uma personagem LGBT, que enfrenta problemas de autoaceitação e o preconceito dentro e fora de casa. A história de Ivana, embora fictícia, mostrou à sociedade brasileira uma faceta vivada diariamente pelos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, a homofobia.

A homofobia é uma intolerância persistente de caráter cultural, religioso e histórico. Após a oficialização do cristianismo como religião oficial no Império Romano até o final da idade média, ser gay era um pecado condenável à fogueira; na Idade Moderna, houve a criminalização da homossexualidade e até mesmo a elevação ao patamar de doença, Alan Turing – inventor do computador, por exemplo, foi condenado por ser gay e submetido a castração química com o intuito de curá-lo. Essa visão de doença (já derrubada pela Organização Mundial de Saúde-OMS), algo não natural (já contestado após a observação de homossexualismo em outras espécies de animais, como pinguins) ou pecado a respeito da homossexualidade ainda permanecem na atualidade, gerando casos de violência e discriminação.

Ademais, tais atitudes preconceituosas e violentas contrariam o direito à segurança, liberdade e à igualdade redigidas na Constituição brasileira. Apesar do Brasil ser um país laico, livre e democrático, tornou-se o país mais perigoso para um LGBT viver, mata-se aqui mais do que nos 13 países do Oriente Médio e da África onde há pena de morte para LGBTs, assim como a cada 24 horas um LGBT, segundo os dados do Grupo Gay da Bahia (GGB). Indubitavelmente, o ideário de Thomas Hobbes está presente na homofobia e na sociedade brasileira, “o homem é o lobo do homem”. Por conseguinte, quando o Estado se omite perante à homofobia, o lobo ataca esta minoria e o número de vítimas de cresce, pode-se citar o assassinato da travesti Dandara como um exemplo.

Portanto, para resolver o problema, primeiramente, o representantes Poder Legislativo devem aprovar a lei da criminalização da homofobia, levando-a ao mesmo patamar do racismo, consequentemente com a lei em vigor, haverão punições mais severas aos crimes de caráter homofóbico e propiciaram maior segurança à comunidade LGBT. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação e às ONGs atuarem nas escolas, através de palestras e campanhas ministradas por psicólogos, com intuito de explicar sobre o que é a homossexualidade e a importância de respeitar as diferenças dos outros, ou seja, pregando a tolerância. Desse modo, a homofobia será amenizada e todos poderão gozar do direito à segurança, liberdade e igualdade.