Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/11/2017
Desde a década de 90 do século XX, o comportamento homossexual deixou de ser considerado como doença pela Organização Mundial da Saúde. Indubitavelmente, essa foi uma grande conquista para o grupo LGBT, formado por lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Contudo, hodiernamente, ainda são perpetuados preconceitos e aversão contra esse grupo, o que configura homofobia e deve ser debatido com o objetivo de destrinchar sobre as causas e as possíveis soluções para o problema.
Relativo à discriminação, em diálogos de muitos brasileiros é possível identificar o preconceito. Por exemplo, quando um homem heterossexual, visando ofender o semelhante, utiliza termos como: “seu gay”, “você está parecendo um homossexual”. Essa atitude, nada mais é, do que a pertinência discriminatória contra o grupo LGBT. Nesse sentido, segundo Pierre Bourdieu, a violação dos Direitos Humanos não consiste apenas em agressões físicas, mas está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana. Logo, para combater a homofobia é necessário combater os atos discriminatórios contidos nas falas de muitos cidadãos.
Outro ponto diz respeito à garantia dos direitos, haja vista que existem direitos já conquistados pelo grupo, mas que inúmeros indivíduos da sociedade julgam incompatíveis com a moral. Esse é o caso da união homoafetiva, aprovada em 2013, que, porém, encontra muita resistência da grande camada machista da população. Entretanto, de acordo com o ex primeiro ministro britânico Clement Attlee, democracia não é apenas a lei da maioria, mas é a lei da maioria respeitando o direito das minorias. Sendo assim, erradicar a homofobia é algo ligado à afirmação das minorias como iguais a qualquer outro grupo majoritário da sociedade.
Fica evidente, portanto, que são necessárias medidas que corroborem para a extinção de condutas homofóbicas na nação brasileira. Sendo assim, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve orientar os profissionais da educação que ensinem seus alunos, desde o ensino fundamental, através de debates sobre a igualdade de todos os indivíduos perante a lei, mostrando que ser pertencente ao grupo LGBT não torna o cidadão melhor nem pior do que ninguém, mas com direito universal de perseguir a felicidade. Dessa forma, os tabus criados, sobre a estranheza da conduta homoafetiva, serão desfeitos e as pessoas experimentaram uma atmosfera de respeito às diferenças.