Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 04/11/2017

Em busca de uma ‘‘raça pura’’, o regime de Adolf Hittler - sustentado por uma ideologia que pregava o racismo científico e antissemitismo - passou a perseguir os homossexuais, com o argumento de que esse grupo significaria uma menor taxa de natalidade, acabando por se tornarem também vítimas do holocausto nazista. No Brasil contemporâneo, passados aproximadamente 84 anos do citadino, muitos ainda compartilham dessa intolerância à comunidade LGBTT. Em detrimento disso, é necessário intervenções para combater esse tipo de preconceito arcaico.

A priori, é válido ressaltar que a homofobia é um problema cultural e histórico. Essa premissa pode ser corroborada à luz do sociólogo Pierre Bordieu, em seu conceito de ‘‘Habitus ‘’: o modo de ser de um indivíduo é sustentado pela absorção dos experimentos cotidianos, que condiciona em certas medidas suas atitudes, escolhas, comportamentos e gestos. Nesse sentido, o cidadão, ao crescer em um ambiente sólido, onde é vivenciado regularmente o preconceito ao homoafetivo, seja por causas culturais ou religiosas, irá atuar seguindo essa visão de mundo. Assim, é possível dizer que o regime nazista e sua discriminação aos homossexuais reflete ainda hoje na sociedade, quando parcela da população ainda os enxergam com uma visão etnocêntrica, ocasionando, não rara, violências verbais e físicas contra essas pessoas.

Posteriori, cabe pontuar que mesmo com a representatividade desse grupo estar tomando forças no século XXI – seja por meio da música, como Pabblo Vittar(cantor drag queen brasileiro), seja por meio da mídia(novelas e séries) – os cidadãos que sentem atração por alguém do mesmo sexo ainda sofrem preconceitos no país. Segundo o Grupo Gay da Bahia, a cada 25 horas, 1 pessoa morre por ser LGBTT no Brasil; ações como essa contrariam a Constituição de 1988, segundo a qual determina igualdade, liberdade e dignidade aos indivíduos. Sendo assim, é notório a necessidade da criação de leis que defendam os direitos LGBTT’s.

Por isso, é preciso atuações para alterar esse cenário negativo. Para tanto, as Escolas devem incluir o estudo da sexualidade e gênero, de forma interdisciplinar, nas aulas de Biologia, História, Filosofia e Sociologia. Tal ação irá desconstruir preconceitos e desenvolver a cidadania e respeito entre as novas gerações. O apoio das Ong’s para orientar a população sobre essa diversidade sexual, sem dúvidas, causaria um efeito positivo. Ademais, o Poder Legislativo deve criar leis que criminalizem a homofobia, com penas e multas altas, para diminuir atos que ferem os direitos desse grupo. A união dessas medidas é capaz de transformar o Brasil em um país que a comunidade LGBTT goze de maior liberdade e aceitação.