Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 09/11/2017

A cantora drag queen brasileira, Pabllo Vittar, ganhou notoriedade no Brasil nos últimos dois anos e conquistou fãs de diversas áreas. Entretanto, apesar desse sucesso, a questão da aceitação da homossexualidade no cenário brasileiro ainda enfrenta dificuldades, uma vez que é alvo de preconceito e violência de grande parte da população.

Em primeiro plano, o comportamento segregacionista e preconceituoso da sociedade mostra-se como principal obstáculo para combater a homofobia. Até o ano de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tratava a homossexualidade como uma doença mental. Nota-se, portanto, que o pensamento conservador diferencia esse grupo simplesmente por não aceitar uma orientação sexual que diverge do “padrão” e acaba o excluindo da coletividade.

Ademais, por não existirem leis específicas para os casos de violência contra homossexuais, o índice de assassinatos por discriminação aumenta gradativamente. Dados do Grupo Gay da Bahia revelam que entre janeiro e setembro de 2015, ocorreram 216 mortes ocasionadas por puro preconceito. Nesse sentido, observa-se que a quantidade de óbitos é significativamente alta para um curto período de tempo.

A partir do exposto, é indiscutível a necessidade de combater a homofobia. O poder Legislativo deve, através de um projeto de Lei, criminalizar qualquer espécie de discriminação em razão da orientação sexual, a fim de assegurar o cidadão do seu direito básico - como prescrito no Art. 5º da Constituição. Somado a isso, a Secretaria de Segurança Pública deve criar delegacias especializadas, com profissionais treinados para acatar denúncias desse tipo de crime. Desse modo, o país caminhará para a conquista da igualdade.