Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 02/02/2018
O grito do silêncio
O Brasil é como a música de Lenine que diz: somos o país da contradição. Ser conhecido pela alegoria do carnaval, do sol, da praia e abafado pela intolerância, pelo preconceito do brasileiro hipócrita que é convicto em dizer que homofobia não existe e que criminalizar tal ato é favorecer uma minoria que não precisa de voz. Ao colocar o tema em voga é entender que a sociedade necessita aprender e compreender sobre o assunto e, dessa maneira, discutir sobre as demandas que são geradas.
A educação formal ainda caminha com passos lentos em direção a concretude que os indivíduos que sofrem com a homofobia demandam. A determinação e a velocidade que esse assunto exige é proporcional a quantidade de vítimas que esse ato criminoso produz anualmente, o que comprova a urgência de aprender sobre a sexologia humana em um ambiente escolar. Já que a falta de conhecimento é um dos possíveis responsáveis por tal ação.
A falta de espaço profissional, principalmente, devido a precariedade da qualificação, para os que se identificam como homossexuais é a comprovação de que a família e a escola são as primeiras instituições que precisam de um choque de ordem. O abandono familiar e evasão escolar oferecem ao indivíduo a invisibilidade e tal processo promove poucas possibilidades de sucesso profissional assim, legitimando a segregação.
Uma parte sociedade tem apresentado uma atenção sobre a questão e buscado meios, como a mídia, para apresentar a forma como vê o hábito de discriminar um indivíduo pela orientação sexual. A campanha de mobilização social, tudo começa pelo respeito, confirma que o silêncio não será mais a resposta para tal ato e que o preconceito será abatido com informação (novelas, filmes, comerciais) e formação (capacitação, palestras).
A homofobia é debatida por ser um ato de agressão ao indivíduo e o que ele quer para si, pois o respeito é a chave para tal preconceito e intolerância. A formação cidadã e escolar devem ser orientadas para de maneira que o entendimento do corpo e da mente é algo individual e que não existe doença, para essa demanda os Ministérios da Educação e da Saúde devem desenvolver uma cartilha com o objetivo de informar pais, alunos e professores respeitando as faixas etárias, bem como o investimento em produções de documentários que apresente a realidade das vítimas com o objetivo de sensibilizar a população e reduzir agressões.